Tema #1 – Namoro “Dias de Paixão”

Olá meus amigos e amigas,

 

É com prazer que estou iniciando neste momento, a minha primeira postagem sobre os vários temas que cercam sobre relacionamentos até o casamento. Espero que todos gostem e que possamos juntos refletir e trocar experiências, opiniões, que acho muito sadio e nos faz “crescer” ou “amadurecer” sobre a vida a dois.

Bem, falar de namoro parece ser tão fácil, mas vale a pena a gente trocar algumas ideias sobre esse momento tão maravilhoso, que ocorre em nossas vidas, destacando a nossa adolescência. Na flor da juventude quando nos apaixonamos, ficamos em êxtase e só pensamos naquela pessoa o dia inteiro, não temos fome, não temos sono, ficamos meio “bobos” no sentido literal da palavra e não queremos fazer mais nada, nem estudar!!!. Complicado né?

Essa fase é muito importante, pois nos faz trabalhar com a perda, pois inúmeras vezes terminamos um namoro e começamos outro, e assim continua… Em alguns casos, nós sentimos mais e em outros administramos bem, eu, por exemplo, cansei de levar o famoso “fim de namoro” das meninas, em alguns casos, ficava mal, muito mal mesmo, achava que não iria aguentar, mas tudo são fases, e quando menos percebemos, já passou……….

Essa fase também nos “obriga” a termos um sentimento de fidelidade com a pessoa amada, pois, esquecemo-nos dos nossos amigos ou se afastamos deles por algum tempo, quando falo em ”obriga” quero dizer, que conscientemente estamos buscando essa fidelidade, pois temos em mente que é a pessoa certa que encontramos, e nesse momento, já começamos a criar um ambiente imaginário em nossos pensamentos (principalmente as mulheres..) de que será com essa pessoa que iremos viver eternamente, iremos namorar um tempo, depois noivamos e finalmente casamos, planejando em nosso imaginário quantos filhos, os nomes e se bobear, até “pensar” nos netos.

 

Passado algum tempo de namoro, principalmente a partir do segundo ano (não é via de regra, ok?), as coisas vão  mudando, aquela “paixonite aguda” já tem menos combustível, as briguinhas comuns no início, começam a ficar um  pouco mais intensas, aquele “grude” inicial já começa a desaparecer, volta à necessidade de conhecer novas  pessoas e  de conversar com os seus melhores amigos que ficaram para “escanteio” ou conversava com pouca  frequência,  diferente quando estava solteiro(a). O problema de terminar o namoro é quando uma das partes  continua gostando  muito e não quer terminar, é complicado tomar essa decisão, pois muitas vezes, não quer  magoar a outra pessoa, e  também tem o lado cruel dessa situação, tem pessoas que terminam e não estão nem ai  com “ex”, se vai ficar bem ou  não. Eu particularmente sofri algumas desilusões amorosas ao término, sempre fui uma pessoa que quando gostava, me apegava e levava muito sério o relacionamento, mesmo sendo bem jovem, e levava alguns “foras” de forma fria, cruel, mas que graças a Deus não deixaram marcas, mas não é fácil, você fica sem chão, mas como disse, tudo passa e a vida segue e depois de adulto, nós lembramos e damos boas risadas daqueles momentos.

Quando namoramos na fase adulta, acredito que os nossos sentimentos já estão mais maduros e conseguimos trabalhar melhor esses relacionamentos, não quer dizer que não sentimos quando termina, mas, fica um pouco mais tranquilo esse tipo de relação com o fim do namoro. Infelizmente há pessoas que chegam ao extremo, quando não aceitam o fim do relacionamento, e tomam decisões às vezes assustadoras, basta ver as notícias pelo jornal, televisão, internet, mas são questões que envolvem problemas psicológicos ou algo semelhante, que não está na minha alçada comentar neste blog, quem sabe num futuro próximo.

Bem, continuando o raciocínio, essa paixão pode acabar em alguns relacionamentos e em outros ficarem fortalecidos e darem continuidade no namoro, objetivando alcançar o matrimônio tão desejado pelo casal, que bom quando da certo. Essa fase também faz em alguns momentos, refletirmos que ninguém é de ninguém, que pode um dia acabar essa paixão, que não podemos ter a ideia de “posse” daquela pessoa, como se fosse uma propriedade que nos pertence, isso sufoca a relação e com certeza mais cedo ou mais tarde, terá o seu fim. Por isso, pais, deixem seus filhos a vontade em conversar sobre seus “namoros ou namoricos”, não ignorem ok? Procurem monitorar, mas com prudência, observem, perguntem, os deixem falar, analisem, mas não pensem em tomar decisões no lugar deles, é preciso que tenham esse “início” de compromisso e de responsabilidade, mesmo que ainda, sejam imaturos, desta forma é que irão ter opinião própria, discernimento para tomar decisões, seja qual for a situação. Quando não quiserem conversar com vocês naquele momento difícil, dê um tempo, sei que os pais não conseguem ficar calados e verem seus filhos “sofrerem” por amor, mas é assim mesmo, na primeira oportunidade, eles irão contar e vocês devem ajudá-los sem demonstrar raiva ou falar mal daquele(a) que decidiu terminar o namoro, é importante dialogar, dar exemplos seus quando eram jovens (sem exagerar muito com as suas histórias ou com a conversa do fim do namoro  para com seus filhos, senão cansa, sempre usar o bom senso!!) e explicar que é uma fase, mas irá passar e com certeza encontrará uma outra pessoa, não diga que será melhor que a atual, pois, o seu filho ainda tem sentimentos forte por essa pessoa e você começa a destruir a imagem da outra, ele (a) ficará bravo e chateado com vocês, e poderá criar em suas mentes, o sentimento de ódio contra a pessoa , o que não é nada sadio, senhores pais.

 

Quero lembrar, que tanto para nós adultos quanto para os jovens, essa fase é de conhecimento “superficial”, vamos dizer assim, pois, escondemos algumas coisas, com receio de que o outro lado não vá gostar ou fique decepcionado e deseje terminar o namoro que ainda nem começou ou está iniciando, estou certo ou estou errado?  Todos nós fizemos ou faremos algumas “mentirinhas” ou seremos “omissos” com os nossos defeitos ou frustrações que temos e não queremos demonstrar, para não perder o ser amado.

Bem, continuando a minha ideia, temos que procurar refletir que o namoro de hoje é diferente da minha época e de outras gerações, devemos como pais, orientá-los e deixar fluir esses relacionamentos. O que mais me “preocupa” é o famoso “ficar” entre jovens e adolescentes, esse não compromisso pode ser uma faca de dois gumes, pois, poderá “machucar” um dos lados ou ambos e o que é pior, a tão temida gravidez, onde precocemente, já existe o contato sexual no primeiro “ficar” ou nos seguintes, sem a devida “proteção” , responsabilidade , preparo psicológico e até mesmo físico.

 

E dou um alerta!, Aos pais jovens, pensem bem o que estão fazendo!, pois, geralmente “sobra” para os avós cuidarem dos netos, em vez de “curtirem”, são “obrigados” a sustentar e educar, e esse papel é dos pais e não dos avós, então vamos respeitá-los e “assumam” os seus compromissos de pais, mesmo que não fiquem juntos, mas se comprometam de sustentar e educar os filhos, deixando somente para os avós curtirem seus netos.

Eu ainda acredito que os pais que tem filhos pequenos, assim como a minha filha, é aproveitar na medida em que surgem situações de “namoricos” e que vão crescendo, conversar de forma tranquila e na compreensão da idade que apresentam, não será talvez a “tábua” da salvação, mas acredito que eles tendo confiança em nós, nos contando tudo e principalmente nos ouvindo, teremos filhos mais conscientes, acredito que não irão se enquadrar nesse “ficar”, vejam que não estou criticando ou querendo fugir da realidade desse modo de relacionamento entre os jovens, mas, fiquemos atentos que pode ser um caminho torturoso e traga alguns traumas ocultos, dos quais os filhos não nos contam e nós nem sequer percebemos pelas atitudes ou pensamentos deles , vale lembrar que muitos jovens não conseguem” trabalhar” bem isso em suas cabeças. Não estou querendo assustar, por favor, longe disso, estou só expondo o problema da falta de diálogo entre pais e filhos e que é tão comum nos dias de hoje. Eles não se sentem bem em falar e mais a falta de confiança que  não deveria existir , mas existem em alguns casos.

 

Que esse “ficar”, se ocorrer com os nossos filhos, que seja somente nessa fase da juventude e não levem para a fase adulta, pois, os percalços serão mais sérios e podem trazer consequências graves para todos os interessados. Que os próprios jovens também busquem essas reflexões do que querem para si, no seu futuro num relacionamento amoroso. Não sou contra o “ficar”, só acredito que pode trazer alguns “danos” se não for bem aceito ou claro o seu término entre as partes, por que o “ficar” não traz comprometimento, mas se continuarem “ficando” poderá passar a ser um comprometimento? E dai como será? É namoro ou somente “ficar”? Continuando esse “ficar”, em minha opinião poderá sim, trazer dissabores, e o jovem precisa despertar para as consequências que poderão surgir, por isso é importante os pais desde cedo abrir um “canal” de “comunicação” com seus filhos, ou seja, dialogar muito e os pais darem exemplo de respeito, carinho, responsabilidade, demonstrar “AMOR” na relação do casal, para que nossos filhos sigam o exemplo da melhor maneira possível. Não quero dizer que devam pensar que o(a)  primeiro(a) namorado(a) será  definitivo(a) ou “ficando” com vários(as), para aproveitar a sua juventude será o melhor para eles, devemos sim, respeitar os nossos sentimentos e principalmente os dos outros, para que ninguém saia machucado nessa história, e perceba que quando assumir um relacionamento sério saiba levar com maturidade e consciência, sabendo  diferenciar os “relacionamentos” do passado com o “relacionamento” desejado no presente, e claro, que pense no futuro onde irá constituir uma família.

 

Um forte abraço a todos e fiquem com Deus, até a próxima postagem

https://casamentes.blogs.sapo.pt/tema-1-namoro-dias-de-paixao-1065

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